A saudade é tão comum.
Mas, cada um que a sinta maior.
Eu tenho. E calo. Abre a janela do mundo. Vem ver quantos sofrem.
Eu sei. Silencio. Quando amei?
Algum dia foi.
Sei que não amo. Mais.
Flores brotaram, no passado. Morreram.
Outras nasceram. Virou o tempo.
Quando eu pensei em parar de escrever me sentei.
E comecei a pensar nas palavras que escreveria.
O papel me espera, limpo. Branco.
E uma enxurrada de frases se armaram em minha mente. O relógio era implacável.
Tremulo arrisquei os primeiros versos. Minha caligrafia já não era tão firme como antes.
Mas, mesmo assim continuei.
As palavras foram se organizando. Desvirginando o papel.
Como o sol invadindo a manhã.
Os versos saiam fluídos. Quando me dei conta o relógio havia dado duas voltas.
E eu estava no mesmo lugar. Debruçado sobre laudas e laudas.
Saíram de mim várias páginas escritas.
E enfim descansei.
Aposentando a pena e minha mente.
Para nunca mais.
Para o sempre.
