Essa palvra presa na gargante


A saudade é tão comum.
Mas, cada um que a sinta maior.

Eu tenho. E calo. Abre a janela do mundo. Vem ver quantos sofrem.
Eu sei. Silencio.
Quando amei?
Algum dia foi.

Sei que não amo. Mais.

Flores brotaram, no passado.
Morreram.
Outras nasceram.
Virou o tempo.
Quando eu pensei em parar de escrever me sentei.

E comecei a pensar nas palavras que escreveria.

O papel me espera, limpo. Branco.

E uma enxurrada de frases se armaram em minha mente.
O relógio era implacável.
Tremulo arrisquei os primeiros versos. Minha caligrafia já não era tão firme como antes.
Mas, mesmo assim continuei.

As palavras foram se organizando.
Desvirginando o papel.
Como o sol invadindo a manhã.

Os versos saiam fluídos.
Quando me dei conta o relógio havia dado duas voltas.
E eu estava no mesmo lugar.
Debruçado sobre laudas e laudas.
Saíram de mim várias páginas escritas.

E enfim descansei.

Aposentando a pena e minha mente.

Para nunca mais.

Para o sempre.

2 Comentários:

Elaine Gaspareto disse...

Olá!
Estou passando para conhecer seu blog um pouco melhor e para desejar uma semana linda, cheia de bênçãos e oportunidades.
Beijos e fique com Deus.

Palavras anônimas... disse...

Eu te amo....

Melhor ♥